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Estudos

 

Ji-Paraná,21 de Julho de 2016

 

Mas acontece que um tal de Jeremias....

O chamado de Deus não é um instrumento de vanglória e auto-exaltação

 

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Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Normalmente, quando um pastor pentecostal usa essa citação, começa o reboliço. Quem não quer ter um chamado como este, quem não quer ouvir essa promessa sobre a sua vida? Que privilégio sem medida ser conhecido por Deus desde o ventre, ser santificado antes de nascer e receber a incumbência de profetizar as Palavras de Deus? O uso destas palavras em uma igreja pentecostal sempre vem acompanhada de uma alarido de glórias e aleluias.

O que muita gente não sabe é que um chamado desta magnitude pode levar a vida de um homem da perfeita segurança de um futuro promissor ao sofrimento, escárnio, abandono e a renegação de toda a sua parentela, além da perda de todos os seus amigos.

Jeremias era um jovem com um futuro bem definido, filho de sacerdote, sua família desfrutava de um grande privilégio, ter onde morar, uma vida estável, sustento garantido e uma carreira promissora, pois estaria a serviço da fé.

O jovem Jeremias vivia na cidade de Anatote, uma cidade dada aos filhos de Aarão, feita para morada linhagem sacerdotal. Anatote era um vilarejo exclusivo, como que um condomínio fechado, para os sacerdotes. Uma vez que estes homens eram preservados de contato com o mundo exterior, não podiam se misturar com os demais, viviam apenas para o serviço da Casa de Deus.

A vida de Jeremias era mantida pelo sistema da Lei, ele receberia por toda a vida os privilégios cabíveis aos sacerdotes, viveria do melhor da terra. Casa, sustento, roupas, esposa, tudo incluso no pacote. Sem qualquer preocupação com impostos, taxas ou dívidas.

Até que, em determinado momento, a vida deste jovem sofre uma mudança drástica: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jeremias 1:5

Assombrado, Jeremias ainda tenta argumentar: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Jeremias 1:6

Ao que o Senhor lhe respondeu: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR. Jeremias 1:7-8

Então o Senhor toca a boca de Jeremias e diz: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. Jeremias 1:9 e 10

UM CHAMADO E SEU PREÇO

O chamado de Jeremias é, sem dúvida, um dos mais extraordinários dentre todos aqueles a quem Deus comissionou para a sua obra. A forma com Deus o motivou, a fim de confirmar seu propósito na vida de Jeremias, traduz uma das mais formidáveis e notáveis mensagens para aqueles que desejam servir a Deus.

Todos nós queremos ser conhecidos por Deus antes mesmos de sermos formados no ventre, e quem não gostaria de ouvir que fora santificado antes mesmo de nascer? Um chamado e tanto, um chamado extraordinário.

Porém, ao chamar Jeremias, Deus o estava tirando para fora da redoma religiosa, para agora estar em oposição ao seu próprio estilo de vida, e mais do que isso, levando para viver entre os excluídos, para fazer parte daqueles com os quais ele jamais teria qualquer tipo de contato. Zombaria, perseguição, solidão e prisão estavam diante dele a partir do chamado de Deus.

Desprezado pelos amigos, pela família, seria um louco errante, uma voz solitária de um subversivo e traidor.

ENGANADO POR DEUS

Para tanto, este mesmo Jeremias que ascendeu a um chamado tão espetacular, no capitulo 20 do livro que leva seu nome, depois de ser preso e torturado, começa um discurso de confronto consigo mesmo e com Deus, chegando ao ponto de dizer que se sentia enganado pelo próprio Deus: Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido fiquei; mais forte foste do que eu, e prevaleceste; sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zomba de mim. Porque desde que falo, grito, clamo: Violência e destruição; porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio e ludíbrio todo o dia.

Então disse eu: Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e não posso mais.

Porque ouvi a murmuração de muitos, terror de todos os lados: Denunciai, e o denunciaremos; todos os que têm paz comigo aguardam o meu manquejar, dizendo: Bem pode ser que se deixe persuadir; então prevaleceremos contra ele e nos vingaremos dele.

Mas o SENHOR está comigo como um valente terrível; por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão muito confundidos; porque não se houveram prudentemente, terão uma confusão perpétua que nunca será esquecida.

Tu, pois, ó SENHOR dos Exércitos, que provas o justo, e vês os rins e o coração, permite que eu veja a tua vingança contra eles; pois já te revelei a minha causa.

Cantai ao SENHOR, louvai ao SENHOR; pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores.

Maldito o dia em que nasci; não seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz.

Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho; alegrando-o com isso grandemente.

E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu e não se arrependeu; e ouça clamor pela manhã, e ao tempo do meio-dia um alarido.

Por que não me matou na madre? Assim minha mãe teria sido a minha sepultura, e teria ficado grávida perpetuamente!

Por que saí da madre, para ver trabalho e tristeza, e para que os meus dias se consumam na vergonha? Jeremias 20:7-18

Grandes expectativas podem gerar as maiores decepções na vida de alguém. Ainda mais se estas expectativas estiverem fundamentadas em alicerces equivocados como a vaidade, a soberba ou a ambição. O chamado de Deus não é um instrumento de vanglória e auto-exaltação, mas uma obra de servidão e obediência àquele que nos convocou para a obra.

Não é o caso de Jeremias, pois ele sentia o mesmo sentimento que havia em Deus acerca da situação do seu povo. Jeremias sofria amargamente em ver a miséria espiritual da sua geração. Um povo entregue aos prazeres e à idolatria, um povo conformado com a sua religiosidade morta e vazia, presa aos rituais do Templo, mas profanadas pelo fogo estranho nos altares a outros deuses.

A PROFECIA DÓI NA ALMA DO PROFETA

Um dos mais notáveis clamores de Jeremias: Naquele tempo, diz o SENHOR, tirarão para fora das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém;

E expô-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra.

E será escolhida antes a morte do que a vida por todos os que restarem desta raça maligna, que ficarem em todos os lugares onde os lancei, diz o SENHOR dos Exércitos.

Dize-lhes mais: Assim diz o SENHOR: Porventura cairão e não se tornarão a levantar? Desviar-se-ão, e não voltarão?

Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia tão contínua? Persiste no engano, não quer voltar.

Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um se desvia na sua carreira, como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha.

Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do SENHOR.

Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a lei do SENHOR está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas.

Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria, pois, têm eles?

Portanto darei suas mulheres a outros, e os seus campos a novos possuidores; porque desde o menor até ao maior, cada um deles se dá à avareza; desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade.

E curam a ferida da filha de meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.

Porventura envergonham-se de cometerem abominação? Não; de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo em que eu os visitar, diz o SENHOR.

Certamente os apanharei, diz o SENHOR; já não há uvas na vide, nem figos na figueira, e até a folha caiu; e o que lhes dei passará deles.

Por que nos assentamos ainda? Juntai-vos e entremos nas cidades fortificadas, e ali pereçamos; pois já o SENHOR nosso Deus nos destinou a perecer e nos deu a beber água de fel; porquanto pecamos contra o SENHOR.

Espera-se a paz, mas não há bem; o tempo da cura, e eis o terror.

Já desde Dã se ouve o resfolegar dos seus cavalos, toda a terra treme ao som dos rinchos dos seus fortes; e vêm, e devoram a terra, e sua abundância, a cidade e os que habitam nela.

Porque eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra os quais não há encantamento, e vos morderão, diz o SENHOR.

Oh! se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece em mim.

Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota; não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?

Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.

Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; ando de luto; o espanto se apoderou de mim.

Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo? Jeremias 8:1-22

Jeremias clamava por um médico assim como uma mãe desesperada em um pronto-socorro com o filho doente nos braços. O sentimento de Jeremias era verdadeiro e sincero, a destruição da nação era eminente, mas o rei, os sacerdotes e o povo endureciam o coração e não aceitavam a correção do Senhor. A DESTRUIÇÃO VEIO, O CASTIGO CHEGOU!

LIÇÃO PARA OS NOSSOS DIAS

Nos dias de hoje, assim como nos dias de Jeremias, temos uma geração perversa que desconhece a voz do Senhor, os profetas são motivos de zombaria, se tornam escárnio por confrontarem a mentira com a verdade. Os interesses pessoais estão acima do Reino, as conquista de cada um são prioridade em detrimento da verdadeira fé em Cristo.

Muitos se auto-justificam por levarem uma vida religiosa acima de qualquer suspeita, confiam em seus jejuns e orações mais do que na misericórdia e na compaixão. Acreditam que por cumprirem uma obrigação e se colocarem em um grau de separação dentro da redoma da religião, estão justificados.

Quais são os reais interesses destes que alimentam a chamada indústria evangélica, quais os objetivos dos ídolos vivos com seus estilos de vida extravagantes, pregando uma mensagem triunfalista, onde só há lugar para vencedores? O que querem muitos destes, ao tentar transformar o povo de Deus em uma massa manobrável e manipulável?

Jeremias é enaltecido por seu chamado, mas muitos renegam seus dilemas e conflitos interiores. Jeremias não caberia em boa parte das igrejas atuais, pois era um derrotado, um inconformado. O estilo de vida de muitos cristãos de nossos dias sufocaria o profeta e, certamente, ele seria excluídos de muitas denominações por rebeldia.

Jeremias jamais desistiu, mesmo quando pensava em não mais falar em nome de Deus seu coração ardia por proclamar os oráculos do Altíssimo. Através de Jeremias Deus vem prometer uma Nova Aliança, gravada nos corações dos homens. Uma aliança eterna que se cumpre em Jesus Cristo: Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.

Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.

Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jeremias 31:31-34

A verdadeira aliança de Deus com seu povo se concretizou em Jesus Cristo, em seu sacrifício na Cruz, fez do próprio sangue derramado o verdadeiro Bálsamo de Gileade, que trouxe a cura definitiva para a vida humana.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do webcactv.

Fonte:por Adenilton Turquete


Ji-Paraná, 12 de março de 2016

 

O Orgulho Religioso 

Por Cláudio Santos

 

No tempo do rei Acabe havia uma tal “sacerdotisa” de um reino espiritual que não era o reino de Deus, de quem até seu próprio marido, o Rei Acabe, o fizera escravo de seus desejos malditos, satisfazendo “vontade” que não era a vontade de Deus.

Por motivos absolutamente egoístas e cruéis, essa “Rainha” da maldade, durante muito tempo, de forma sorrateira e impiedosa, acabava com o ministério e a vida de todos os profetas do reino de Deus. Tudo isso, em favor exclusivo de seu miserável orgulho, o orgulho religioso. Ela desejava “bloquear” a ação de Deus através dos profetas. Algo muito semelhante ao que praticavam os fariseus do tempo de Jesus.

O nome desta profetiza era Jezabel, o mesmo espírito malígno que atuava na vida dos fariseus, que por conta de seus orgulhos religiosos, crucificaram a Cristo, difamavam, depreciavam e assediavam os apóstolos, julgados por eles como homens imperfeitos para Deus e para o mundo. Mas, nem por isso o evangelho deixou de ser pregado.
Muitos descendentes dessa nobreza não espiritualmente divina, ainda derramam sangue precioso no chão de países considerados de extrema intolerância cristã, no mundo oriental chamado de oriente médio, onde os apóstolos da Bíblia diversas vezes escaparam da morte…

Pois bem, os orgulhosos têm a tendência e a carência de sobressair sobre os demais! São capazes de qualquer coisa para “impor” as suas próprias regras ou interesses individuais, ou “defender” os seus orgulhos religiosos, que são fúteis e sem importância do ponto de vista de Jesus.

Era, exatamente, assim, neste “estilo de vida” que viviam os fariseus e escribas do tempo de Jesus na terra. Um comportamento religioso que insiste em permanecer na igreja do século 21.

Suas mentes e seus dedos nas mídias sociais estão programados para matar moralmente e espiritualmente todos aqueles cristãos que não compartilham de seus modelos de ódio e fúria intensas que depreciem os profetas chamados por Deus para cumprir a verdadeira missão do reino de Deus.

No mundo virtual muitos destes ‘profetas’ e ‘profetizas’ do reino de Jezabel, implacavelmente atacam as suas vítimas, degolando-as moralmente através de seus teclados para garantirem a honra de seus orgulhos religiosos.
Que força os impulsiona a praticarem tantas crueldades e tentativas de homicídios ministeriais? De onde viriam tanta fúria e tanto ódio por causa da pregação do evangelho?

Em busca de algumas respostas, hoje vamos dissertar um pouco mais sobre o orgulho, o orgulho religioso. Uma marca implacável e avassaladora, sobretudo na era digital, na qual alguns “cristãos”, correm para as mídias de massa ou redes sociais, no afã de defenderem com unhas e dentes a sua própria marca registrada, o orgulho religioso.

É uma leitura para cristãos fortes, humildes e maduros na fé!
Desejo uma boa leitura!

A marca do povo judeu na história bíblica foi marcada por nuances de desobediência e rebeldia certamente por causa do grande envolvimento que eles tiverem com seus assediadores, aqueles impérios que ora exilava-os, oram misturava-os com outros povos e nações pagãs.

Antes de Jesus e dos apóstolos, o Profeta Isaías registra momentos de afastamento da fé e a superficialidade espiritual daquele povo:
“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Isaías 29:13).

No tempo de Jesus, os religiosos de sua época, os fariseus, criaram um sistema único de servir a Deus, o qual se baseava em “autopromoção” e no “orgulho”. A altivez destes religiosos não o deixavam enxergar nem o próprio Messias Encarnado diante de seus olhos.

Não é a toa que estes religiosos foram várias vezes repreendidos por Jesus e exortado pelos apóstolos, principalmente por Pedro e Paulo. Deram muito trabalho para a igreja de Atos. Difícil era romper com o legalismo e com devoção exagerada de rituais que de nada valiam. Apesar dessa luta, o evangelho venceu milênios e chegou até nós, através dos Judeus. Contudo, infelizmente, a religião (o joio, a hipocrisia) caminhou junto e está entre nós até hoje também.

“A igreja pós-moderna desenvolveu o seu próprio modelo de hipocrisia. Embora nossas igrejas não tenham líderes desfilando com ‘filactérios’ ou ‘alargando as franjas das suas vestes’, criamos nosso próprio ramo de farisaísmo” (Steve Gallagher).

O orgulho religioso está tão presente hoje quanto há milhares de anos atrás.

Jesus era homem muito humilde, nem por isso deixou de repreender com severidade e reprovar com firmeza os líderes religiosos de seu tempo. Por isso devemos desmistificar a humildade. Jesus era humilde, não néscio. Nem por isso pecou. Vejamos o que ele disse sobre o orgulho religioso:

“Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mt. 23:13).

E, mais:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.
Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.
Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?
E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.
Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta?
Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está;
E, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita;
E, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
Condutores cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.
Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
(…) Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?”
(Assinado: JESUS)
* hipócrita, do grego, que significa representação teatral.

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